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A mostrar mensagens de Outubro, 2004

maria II

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(pintura de graça morais "maria")

Nova luz, que me rasga dentro d'alma,
Dum desejo melhor me veste a vida...
Outra fada celeste agora leva
Minha débil ventura adormecida.

Não sei que novos horizontes vejo...
Que pura e grande luz inunda a esfera...
Quem, nuvens deste inverno, nesse espaço,
Em flores vos mudou de primavera?!

Se as noites nos enviam mais segredos,
Ao sacudir seus vaporosos mantos,
Se desprendem do seio mais suspiros...
É que dizem teu nome nos seus cantos.

Nem eu sei se houve amor até este dia...
Nem eu sei se dormi até esta hora...
Mas, quando me roçou o teu vestido,
Abri o meu olhar - acordo agora!

antero de quental

maria

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(antero de quental)
Tenho cantado esperanças...
Tenho falado d' amores...
Das saudades e dos sonhos
Com que embalo as minhas dores...

E eu cuidei que era poesia
Todo esse louco sonhar...
Cuidei saber o que é vida
Só porque sei delirar...

Eram fantasmas que a noite
Trouxe, e o dia levou...
À luz da estranha alvorada
Hoje minha alma acordou!

Esquece aqueles cantos...
Só agora sei falar!
Perdoa-me esses delírios...
Só agora soube amar

antero de quental

amália...5 anos

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"Desde que existe a morte, imediatamente a vida é absurda.
Sempre pensei assim."

amália rodrigues

fado...

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(desenho de regine von chossy "nackt")

fado...
c
a
n
t
o
da
a
l
m
a

...dispo-me, tiro a máscara

no
palco
da
v
i
d
a

e

sou !
ruiluis

chuva

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(chuva que bate.../ fonte : www.usina.com)

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
jorge fernando

rua do silencio

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(rua... / fonte : www.refugio.blogs.sapo.pt)
na rua do silencio
é tudo muito mais ausente
até foge o luar
e até a vida é pranto
não há juras de amor
não há quem nos lamente
e o sol quando lá vai
é pra deitar quebranto

na rua do silencio
o fado é mais sombrio
e as sombras de uma flor
não cabem lá também
a rua tem destino
e o seu destino frio
não tem sentido algum
não passa lá ninguem

na rua do silencio
as portas tão fechadas
e até o sonho cai
sem fé e sem ternura
na rua do silencio
há lagrimas cansadas
na rua do silencio
é sempre noite escura

antónio sousa freitas